Apostas desportivas em Portugal em 2026: 19 marcas na lista, 8 com sportsbook
Uma licença do SRIJ é o que separa uma casa de apostas portuguesa de um site estrangeiro que aceita jogadores de cá — e essa licença diz mais sobre quem a pode usar do que sobre o que se joga.

30 Outubro 2026 — dados conferidos contra a lista «Entidades licenciadas» do SRIJ (atualizada a 19 de outubro de 2026), a página «Modalidades e competições» do mesmo serviço (9 de outubro de 2026) e os termos e condições publicados por cada operador.
Índice de conteúdos
- A primeira coisa que decide é quem pode cobrar a sua aposta
- O bónus de boas-vindas, lido pela metade que interessa
- Depósito, levantamento e os dias em que o dinheiro está parado
- Em direto e cash out: onde a aposta muda de valor a meio
- Bankroll, prognóstico e a ilusão de uma vantagem
- Tipos de aposta, mercados e onde a margem se esconde
- O calendário que decide o ano de quem aposta
- Novas casas de apostas: o que muda quando uma marca entra
- Como funciona, da conta à aposta paga
- Oito operadores lado a lado
- O essencial: a regra que vale mais do que a cota
- Perguntas frequentes
A primeira coisa que decide é quem pode cobrar a sua aposta
Comece pelo fim do dinheiro, não pelo meio. Uma casa de apostas que aceita registo a partir de Portugal pode ser legal ou não, e a diferença entre as duas coisas não está no preço que oferece, nem na quantidade de mercados, nem na aplicação que dá. Está numa lista pública.

O Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, integrado no Turismo de Portugal, mantém essa lista. A 19 de outubro de 2026, a lista «Entidades licenciadas» nomeava 19 marcas. Treze delas tinham licença de apostas desportivas à cota: dez em atividade e três suspensas a pedido da própria operador. As restantes eram exclusivamente de casino. Um nome estar nessa lista não diz que tenha cassinos; estar na categoria das apostas desportivas é que diz.
A regra que separa os dois mundos está no artigo 9.º n.º 3 do Regime Jurídico dos Jogos e Apostas Online: uma licença estrangeira não é válida em Portugal. Um operador detentor de uma licença no Reino Unido, em Malta ou nas Antilhas pode ter uma operação real, clientes reais e uma marca que aparece em pesquisas — e continua a ser ilegal servir um apostador português. Não é uma zona cinzenta de regulação mais flexível: é illegalidade.
Duas consequências práticas decorrem daí, e valem mais do que qualquer tabela de cotação. A primeira é que o endereço do sítio tem de estar sob o domínio português, com todo o acesso coming de Portugal redirecionado para lá (art. 28.º n.º 1). A segunda é que o sítio tem de exibir o logotipo do SRIJ e a referência da licença (art. 30.º). Um operador que passa por Portugal sem esse logotipo está a dizer algo sobre si próprio, e não precisa de mais investigação para saber o que.
O SRIJ adverte que todo o operador com sítio acessível a partir de Portugal e sem licença age na illegalidade, e que o apostador que se ligue a um tal sítio pode enfrentar uma contraordenação com coima entre 2 500 € e 25 000 €. Essa classificação vem do serviço, e não é uma infrequentona: até 31 de março de 2026 o SRIJ tinha contado 1 739 notificações a operadores ilegais, 2 930 sítios comunicados a prestadores de serviços para corte de acesso e 71 participações ao Ministério Público. O Blocking é a ferramenta de trabalho: o SRIJ notifica o operador para parar em 48 horas e, se ele não parar, notifica os intermediários, que têm de tornar o acesso impossível noutras 48 horas. Notificar não é bloquear — a diferença é a diferença entre um processo administrativo e um sítio fechado.
E o que ganha quem joga num deles? Nada em termos de proteção. Um apostador num sítio sem licença não tem verifiqueção de identidade, nem ferramentas de limite, nem registo de autoexclusão, nem supervisão. A autoexclusão existe justamente porque o operador a impõe a si próprio; num sítio fora do sistema, ninguém a impõe a ninguém. Um nome que aparece em pesquisas com um domínio .com e um certificado de licença está a operar em território onde o Estado português não chega.
O que a lei aceita e o que não aceita
A lista do que se pode apostar não é aberta. Uma aposta só pode ser colocada sobre modalidades, competições e eventos da lista aprovada pelo SRIJ (art. 5.º n.º 5), e apostas online não reguladas estão proibidas (n.º 4). A mesma lista fixa, por desporto, os tipos e momentos de aposta e os tipos de resultado, e o SRIJ pode alterá-la — o que significa que um mercado que existia no mês passado pode ter desaparecido este.

A versão de 9 de outubro de 2026 da página «Modalidades e competições» permite apostas simples e múltiplas, pré-evento ou em direto. O direto está permitido, mas apenas nos tipos de resultado que a lista marca para ele. No futebol, por exemplo, «próximo marcador» e os mercados de prolongamento e disputa de grande penalidades só existem em direto; «pontapé de saída» só existe antes do jogo; a maior parte dos restantes — 1X2, golos, cantos, handicap, resultado exato, primeiro marcador — está permitida nos dois momentos; e os mercados rápidos «próximo minuto» e «próximos 5 minutos» não são permitidos. Um mercado em direto que desapareça do ecrã a meio de uma partida pode ser exatamente isso.
Os desportos listados são andebol, atletismo, badminton, baseball, basquetebol, ciclismo, críquete, dardos, desportos de inverno, desportos motorizados, futebol americano, futebol, futebol de praia, futsal, golfe, hóquei em campo, hóquei em patins, hóquei no gelo, MMA, padel, pólo aquático, rugby, snooker, surf, ténis, ténis de mesa, voleibol, voleibol de praia e os Jogos Olímpicos. A lista não nomeia e-sports nem desportos virtuais — o que se pode afirmar é o que a lista diz, não que a lei os proíba. Política e prémios de entretenimento também não lá estão. E as categorias de formação estão banidas: não se pode apostar em qualquer evento, teste ou competição abaixo do escalão sénior (art. 5.º n.º 6).
Há uma outra interdição, mais estreita e mais fácil de ignorar: quem pode influenciar um resultado — árbitros, treinadores, atletas, agentes — não pode apostar em eventos a que esteja ligado (art. 6.º i)). Não é uma proibição geral de aposta sobre futebol; é uma proibição sobre o pé do jogador dentro do jogo.
O que sai do seu bolso e o que fica com o operador
Uma coisa que se ouve muito e que é falsa: a ideia de que a lei portuguesa põe um tecto de euros ao que se pode depositar ou perder. Não põe. O que a lei exige é um mecanismo. O plano de jogo responsável do operador tem de permitir ao jogador limitar os valores depositados e as apostas colocadas — o SRIJ fala em pelo menos um limite diário, semanal ou mensal — e esse limite vale apenas no operador onde foi definido. Os limites que um jogador define conta também para os créditos de bónus (Orientação n.º 2/2017).
O que cada operador faz com essa faculdade varia, e é aí que a comparação faz sentido. O Placard.pt disponibiliza ferramentas para impor limites de apostas, de depósitos e de perdas. A app da Lebull remete para a autoexclusão da página do SRIJ e recomenda definir limites de tempo e de valor. Um operador que publica limites e um que manda o jogador à procura deles não estão a cumprir a mesma obrigação com rigor diferente: estão a tratar a mesma obrigação de maneiras diferentes, e isso vê-se antes de qualquer aposta.
As regras de execução não fixam aposta mínima nem máxima; cada operador licenciaado pode definir as suas, publica-as no sítio e tem de as aplicar igualmente a todos (Orientação n.º 1/2017). Limitar ou condicionar a aposta de um jogador ou de um grupo não é permitido. Os limites mudam com o evento, o tipo de aposta e o mercado — no Placard.pt o valor mínimo de uma aposta é de 0,10 € e o máximo e mínimo são definidos pelo operador; na Solverde.pt o mínimo também é 0,10 € e não há máximo fixo. Nenhuma lei fixa uma cota mínima. E o cash out não aparece em lado nenhum da lista: é uma funcionalidade do operador, não uma modalidade autorizada.
O registo, a identidade e a conta de pagamento
A idade mínima é 18. A identidade verifica-se com o Cartão de Cidadão, com a Chave Móvel Digital, com uma verificação em tempo real através do SRIJ ou com uma cópia de documento (art. 37.º), e só existe uma conta por pessoa e por sítio (art. 40.º n.º 2). Registo em nome de terceiro não é hipótese.
O dinheiro é em euros e a conta nominal. O registo exige NIF e os identificadores da conta de pagamento do próprio jogador, e os levantamentos vão apenas para essa conta (art. 37.º, 38.º, 40.º, 42.º). Os instrumentos de pagamento são eletrónicos, em euros, emitidos por prestadores autorizados e identificam o pagador. Um operador não pode emprestar dinheiro a um jogador. Não há jogo anónimo.
Quem os mistura é a Autoridade Tributária: o Imposto Especial de Jogo Online é devido pelo operador, a 8 % das apostas (o valor apostado, mais qualquer comissão cobrada), não da receita bruta (art. 90.º). Uma escala progressiva de 8 % a 16 % aparece em textos antigos e foi revogada — quem escreve ainda hoje com esse intervalo está errado. Créditos de bónus usados contam como aposta.
Do lado do jogador, pelas regras tal como estão em outubro de 2026, os ganhos pagos por um operador licenciado não são tributados nas mãos de quem os recebe nem declaráveis — uma afirmação veiculada pela imprensa, não confirmada numa página da Autoridade Tributária, o que faz com que a conversa com um contabilista não seja uma formalidade. Para ganhos de um sítio não licenciado ou estrangeiro a posição não está estabelecida, e portanto não se escreve que são tributáveis nem isentos. Uma proposta do IRS de tributar ganhos anuais líquidos acima de 500 € é proposta, não lei. O imposto do selo de 4,5 % sobre o preço de cada aposta e de 20 % sobre a parte de um prémio acima de 5 000 € pertence ao regime retalho do Placard da Santa Casa e não se escreve para marcas licenciadas no RJO. Isto é nível de modelo, nunca conselho.
O bónus de boas-vindas, lido pela metade que interessa
É aqui que a matemática do bónus costuma aparecer mal traduzida. A palavra «bónus» evoca dinheiro que entra; o que entra é uma condição. E a condição tem duas metades: quanto o operador dá e quanto o jogador tem de apostar para o poder usar.
A regra comum às marcas é a Orientação n.º 1/2020 do SRIJ: os termos devem mostrar que parte de cada aposta é paga a partir do «saldo real» e que parte a partir do «saldo de bónus», e o volume mínimo de apostas em dinheiro real necessárias para usar um bónus nunca pode exceder o valor do próprio bónus. A segunda orientação diz que as promoções atribuem apenas bónus ou créditos e nunca convertem diretamente em dinheiro (Orientação n.º 2/2018). Não há tecto em euros para um bónus, não há proibição de bónus de boas-vindas e não há prazo legal para cumprir os termos.
A Betano tem uma das estruturas mais longas do conjunto: a oferta de boas-vindas multiproduto chega a 250 € e tem quatro etapas. Na primeira, depositar 10 € dá 30 € para jogar, 20 € em apostas grátis e 20 rodadas. Na segunda, bónus de 100 % até 100 € e 5 € em aposta grátis. Na terceira, 10 € em aposta grátis. Na quarta, aposta sem risco até 100 €.
Quatro etapas é uma frase de marketing com uma frase de preço dentro. Quem ganha numa etapa e passa à seguinte tem decumprir os requisitos da etapa que vem a seguir, e um pacote de quatro etapas é um caminho de conversão, não uma liberalidade. O que interessa ao apostador é a relação entre o valor nominal e o volume de apostas exigido, e essa relação não é igual em todas as etapas — a primeira tem 20 € em apostas grátis por 10 € de depósito, a segunda tem 100 % até 100 €, a quarta é uma aposta sem risco de valor diferente porque a aposta é devolvida sob forma de crédito.
A ESC Online trabalha o outro lado da mesma equação: a oferta de boas-vindas para apostas desportivas dá 1 aposta grátis de 10 € por cada 10 € depositados, até 10 apostas grátis, num máximo de 100 €. Cada 10 € apostados em dinheiro real a cotas de 2,00 ou superiores desbloqueiam uma aposta grátis, e os ganhos das apostas grátis são pagos em dinheiro real. É o mecanismo mais transparente do conjunto para efeitos de cálculo: com uma cota mínima exigida de 2,00, o valor esperado de uma aposta grátis é calculável, e o dinheiro real nasce dos ganhos — o que significa que uma aposta grátis ganha a dinheiro real é o melhor caso possível, não o caso normal.
O termo que merece mais atenção nesta família é «sem risco». Aposta sem risco até 100 € não significa que a aposta seja devolvida em dinheiro se se perder. Significa, em regra, que se perde recupera-se o valor sob forma de crédito, e o crédito volta a entrar no circuito de requisitos. O dinheiroouchete regressa, a condição também. O que o leitor tem de fazer, antes de escolher, é ler nos termos da marca se a estorno é em saldo real ou em saldo de bónus, e qual é a cota mínima que conta para desbloquear a etapa seguinte. Uma aposta grátis cujo ganho é pago em dinheiro real e uma aposta grátis cujo ganho é devolvido em saldo de bónus não são o mesmo produto, e a diferença entre elas é a diferença entre o jogador levantar o dia seguinte e o jogador ter de apostar outra vez.
O mesmo se aplica às missões com prémios em apostas grátis e aos empolygonamentos que aumentam cotas de apostas múltiplas até +50 % em ganhos, como o Multiboost da Betclic. Um bónus de cota parece gratuito porque o dinheiro já estava apostado; o que ele faz é aumentar o retorno se a aposta ganhar e não aumentar nada se perder, o que significa que empurra o jogador para o formato exacto em que a margem é maior.
Depósito, levantamento e os dias em que o dinheiro está parado
Entre o momento em que o aposta é ganha e o momento em que o dinheiro chega à conta do jogador há uma cadeia, e é nela que as casas se distinguem. Cada elo tem prazo, e o prazo de cada um é diferente dos outros.
O elo final é o levantamento. O Placard.pt ordena o levantamento para a conta de pagamento titulada pelo jogador no prazo máximo de 48 horas, e só depois de a identidade do jogador e a titularidade da conta estarem comprovadas. A palavra «máximo» é a palavra importante: 48 horas é o teto, não a média, e a verificação de titularidade é uma condição que depende de um documento, não de um sistema automático. A Solverde.pt promete o outro extremo: os ganhos de uma aposta desportiva são pagos assim que todos os eventos da aposta terminam, num prazo máximo de 15 minutos. Quinze minutos contra quarenta e oito horas é uma diferença de dois dias ón, e muda a forma como se gere o dinheiro entre uma aposta e a outra.
No lado do depósito, o Placard.pt aceita cartão de débito ou de crédito registado em nome do jogador, ou um prestador de serviços de pagamento aceite pelo operador, e não fixa limites mínimos nem máximos próprios de depósito e de levantamento para além dos limites legais de cada instrumento de pagamento. Esta última frase é mais informativa do que parece: quem deposita com um cartão tem como plafond os limites que o banco impõe ao cartão, não os que o operador chose escolher. A bwin aceita depósitos por MBWay, Multibanco, PayPal, Visa, MasterCard e Apple Pay — seis métodos, dos quais dois são dreaded-by-bank instantâneos e quatro são de cartão ou carteira, com a diferença de que o MBWay chega em segundos e o Multibanco não chega em segundos.
O Casino Portugal permite fazer depósitos e levantamentos diretamente na aplicação. A Betclic anuncia levantamentos imediatos feitos diretamente na aplicação, com os ganhos a chegar em minutos. O que nenhum operador pode fazer é mandar o dinheiro para uma conta que não seja a do titular registado. O sistema de pagamentos é parte da engrenagem legal, não uma escolha comercial: conta de pagamento nominal, NIF, identificadores coincidentes, tudo registado. Um levantamento para o IBAN de um cônjuge não é uma deferência administrativa, é uma violação.
O que a lei não diz é quais os métodos de pagamento aprovados, nem se carteiras eletrónicas ou cripto são permitidas. Isso é matéria do operador, e consta apenas dos termos dele. Um leitor que encontre uma opção de pagamento num sítio deve procurar a licença antes da opção.
A aplicação como canal de conversão
O que a aplicação do telefone faz, no máximo, é aproximar o apostador da aposta. A Lebull tem apostas desportivas em futebol, ténis e basquetebol, com cotas e mercados atualizados em tempo real, numa app pensada para telemóvel. A app da bwin inclui transmissões em direto de jogos de futebol e eventos selecionados. A app do Casino Portugal dá acesso aos principais eventos desportivos para apostar. A app GoldenPark, da Azartia Games, está disponível para Android e iOS e inclui apostas desportivas além do casino online. A app Placard.pt para iOS permite apostar nos principais eventos desportivos, acompanhar jogos e apostas em direto e consultar cotas em tempo real.
O que a aplicação não faz é mudar o regime. Um operador com licença SRIJ tem a mesma obrigação de verificação de identidade na app que tem no site, o mesmo limite de conta por pessoa e o mesmo registo de autoexclusão. Um operador sem licença tem a mesma ausência de proteção na app que tem no site — e uma app de telemóvel torna mais fácil a aposta no impulso do que uma página carregada no computador. Se a razão de usar uma aplicação é a conveniência, convém perguntar primeiro se o operador está na lista.
Em direto e cash out: onde a aposta muda de valor a meio
A aposta em direto é, por definição, uma aposta em que o preço se move enquanto se decide. Duas funcionalidades tentam resolver o problema do momento certo: o cash out, que fecha a aposta antes do resultado, e os modos de confirmação rápida, que a deixam entrar em segundos.
A Betclic tem as duas. A app para iOS inclui a funcionalidade Cash Out, que permite encerrar uma aposta desportiva antes de o resultado estar fechado. E o modo FastBet confirma a aposta em três toques no ecrã. Três toques é uma fracção de segundo em termos de decisão, e é exactamente por isso que a confirmação rápida e o cash out são o par mais rentável do ponto de vista da casa: um mercado que se resolve com menos THINKING é um mercado onde o preço está mais perto da verdade, e um preço mais perto da verdade é um mercado com menos margem aparente para o apostador.
A Solverde.pt diz o oposto, e é um dado útil: indica que, de momento, não oferece a opção de Cash Out nas apostas desportivas. Não é uma crítica nem um defeito — é uma escolha de produto, e o leitor que dependa do cash out para gerir uma aposta múltipla sabe de antemão que ali não o encontra. Vale a pena notar o contraste com a promessa de pagamento: a mesma casa que liquida ganhos em quinze minutos é a que não fecha apostas a meio. Duas decisões de produto que não se explicam uma pela outra.
O cash out nunca é um reembolso. É uma segundaaposta, a uma cotação recalculada sobre o estado atual do jogo, e o valor que sobra depende da margem do operador sobre o mercado inteiro. Quanto maior a margem do mercado, mais a casa guarda na segundaaposta. Se a margem é de um ponto, o cash out paga quase o que aaposta valia; se a margem é de sete pontos, o cash out custa sete pontos a quem o usa. É por isso que o cash out é mais disponível nos mercados com pouca margem e mais caro nos mercados com muita margem — e é por isso que a resposta honesta à pergunta «o cash out é bom?» é: depende da margem do mercado em que se está a fechar, e essa margem ninguém a vê no ecrã.
Bankroll, prognóstico e a ilusão de uma vantagem
A conversa das casas sobre «estratégia» tem três peças: bankroll, análise e tendência. Vale a pena desmontar cada uma.
A bankroll é a gestão de dinheiro. É a única peça da conversa que depende inteiramente do apostador, e a única que não se entrega a nenhum operador. As regras usuais — não apostar o que se precisa, fixar um limite antes e não o alterar depois, dividir o stake em vez de o concentrations num só evento — não são proprietário de casa nenhuma. São o que separa um apostador que ainda existe daqui a três anos de um que não existe.
A análise é o que os dados fazem. Um site que promete prognósticos está a dizer que sabe o resultado antes de ele acontecer, e isso não é verdade de ninguém que ainda não o tenhalossido. Nenhum operador tem acesso ao resultado, nenhum estatístico o tem, e a palavra «tipster» é uma etiqueta de marketing, não uma categoria de competência demonstrável. O valor de um prognóstico recebido de graça é, no máximo, o valor de uma opinião, e o valor de uma opinião é o que se quiser pagar por ela — normalmente zero.
A tendência é o artefacto mais interessante. A expressão «apostar no que está em alta» descreve o erro mais comum do apostadorbetter do que qualquer erro de cálculo. O que sobe é muitas vezes o que tem o maior número de apostas sobre ele, e o que tem o maior número de apostas sobre ele é o que o mercado mais efficiently precifica — ou seja, o que oferece menor margem e menor esperado de lucro. Seguir a tendência é seguir o preço, e o preço já contém tudo o que a Cancelar os rest knows.
Há um quarto elemento, o mais difícil dos quatro, e é o mais raro de encontrar com honestidade: a Riviera de que uma estratégia pode reduzir a margem efetiva mas nunca transformá-la em advantage. A margem é uma estrutura, não um erro. Dificilmente se evita um mercado que é estruturalmente caro; pode-se escolher um mercado estruturalmente barato, e isso é uma decisão real.
Tipos de aposta, mercados e onde a margem se esconde
Uma aposta simples é uma stake num único resultado. Uma aposta múltipla — combinada — acumula vários mercados, e as odds multiplicam-se numa só preço. Uma aposta de sistema permite combinações de um conjunto pré-definido, com retornos proporcionalmente menores quanto maior o número de combinações cobertas.
A multiplicação de odds não é uma cumulativa de margem, é uma multiplicação. Um mercado com margem de 5 % e três mercados com margem de 5 % dão uma margem composta de 1 − 0,95³ = 14,3 %. Com dez pernas a 5 %, a margem sobe para cerca de 40 %. Isto é o mecanismo, e é aritmética, não Hüitenmoral. Uma aposta dezena com pernas a 5 % não é dez vezes uma aposta boa: é uma aposta em que a casa guarda quatro em cada dez, e o cálculo do retorno esperado é-o único que interessa.
Os mercados disponíveis vão muito além do 1X2: handicap, mais/menos (ou acima/abaixo), par/ímpar, resultado exato, próximo marcador, primeiro marcador, cantos, golos, «empate anula a aposta». Cada um tem a sua margem, e a margem de um mercado de total de golos não é a margem do 1X2 do mesmo jogo. Um mercado muito específico — resultado exato, próximo marcador — tem necessariamente uma margem maior, porque é mais difícil precificar e o operador tem de proteger a sua própria posição. O mercado mais óbvio, o 1X2, é normalmente o mais fino.
A consequência prática é direta. Quem procura «as melhores odds» deveria estar a comparar o mesmo mercado em operadores diferentes, não mercados diferentes entre operadores. Uma tabela que coloca a melhor cota de resultado exato ao lado da melhor cota de 1X2 não compara nada: mistura coisas que não têm relação entre si. E as odds da casa não existem isoladas — cada uma é a ponta de uma estrutura cuja margem ninguém vê, e é a estrutura, não a ponta, que define o resultado esperado.
O calendário que decide o ano de quem aposta
O calendário desportivo é a matéria-prima de tudo o que vem antes, e em Portugal ele tem uma forma própria. A Liga Portugal, a Taça de Portugal, a Liga de Portugal de basquetebol, o campeonato nacional de andebol e de voleibol, o futebol feminino, as seleções em competição europeia, os Jogos Olímpicos: são os eventos que os apostadores portugueses seguem com mais atenção, e quase todos os que interessam estão na lista de modalidades do SRIJ.
Um detalhe de calendário que a lista revela e que um calendário comercial esconde: as categorias de formação estão fora. Um youthful jogador que joga num escalão sub-17 não gera mercado, e um mercado que não existe na lista não pode ser fechado em lado nenhum. Para quem faz aposta em escalões de formação por hábito, a regra não é uma proibição moral, é a ausência da modalidade.
E há a calendarização dos torneios: a lista de modalidades e competições é a que permite aposta em um torneio e não noutro. Uma equipa de andebol que sobe de divisão emomethings de setembro e uma equipa que fica, não são a mesma entidade desportiva no que a lista diz. Por isso a lista muda, e por isso uma casa de apostas que ontem tinha um mercado e hoje não tem pode estar a cumprir a lei.
Novas casas de apostas: o que muda quando uma marca entra
A entrada de um novo operador no mercado português é, em regra, uma boa notícia para o apostador — a concorrência aperta as margens — e uma notícia má para quem já tinha hábito. Duas entradas foram divulgadas pelo SRIJ a 30 de julho de 2026: a Retabet (Retabet Portugal, S.A.) e a Vincino (Play Jogo Limited) passaram a ser entidades autorizadas a explorar jogos e apostas online em Portugal, com licenças emitidas em 24 de julho de 2026.
Uma licença nova é uma licença com três anos de duração, renováveis em períodos de três anos, e garantias de 500 000 € e 100 000 €. O número da licença é público. A Retabet e a Play Jogo são, no momento, os dois exemplos mais recentes de uma janela que se abriu — e a observação correcta é que, com 19 marcas listadas e 13 com apostas desportivas, o número de operadores é pequeno o suficiente para que uma entrada nova se note e o número de desportos cobertos é Fixado administrativamente e não pela concorrência.
O que não se pode fazer com uma marca nova é avaliar a sua fiabilidade a partir do anúncio. Uma licença nova é uma licença emitida há pouco, e não diz nada sobre como trata um levantamento, um limite ou uma falha no servidor. Aí, a única leitura honesta é a mesma de sempre: os termos publicados e o histórico da casa. Nenhuma variável de design substitui tempo de operação.
Como funciona, da conta à aposta paga
O percurso de quem nunca apostou em Portugal é mais curto do que a maioria das pessoas supõe e mais verbal do than a maioria imagina. Quatro passos, e nenhum deles pede documentos que um adulto com cartão de cidadão não tenha.
Primeiro, escolher a casa pela licença, não pelo anúncio. A lista «Entidades licenciadas» do SRIJ está publicada e é atualizada; o logotipo e a referência da licença têm de estar no sítio (art. 30.º). Uma marca que aparece num vídeo e não aparece na lista não é uma marca em português, é uma marca que fala português.
Segundo, registar-se com NIF, com a identidade verificada por um dos meios que a lei aceita — Cartão de Cidadão, Chave Móvel Digital, verificação em tempo real através do SRIJ ou cópia de documento (art. 37.º) — e com os identificadores da conta de pagamento que é do próprio jogador. Uma conta por pessoa por sítio (art. 40.º n.º 2), nome real, nada de contas partilhadas.
Terceiro, depositar por um método que o operador aceite, sempre a partir da conta nominal, e fixar os limites antes de o primeiro depósito e não depois. O limite pode ser diário, semanal ou mensal, o operador tem de o oferecer, e vale apenas naquele operador — se o limite for importante, é preciso repeti-lo em cada casa. Uma restrição de uma casa não impede o depósito seguinte na seguinte.
Quarto, apostar. A aposta tem de estar sobre uma modalidade, competição e evento da lista do SRIJ, e o momento tem de ser um momento que a lista permite para esse mercado. É aqui que asurprisingly rejeição acontece: não por ser uma aposta ilegal, mas por ser uma aposta a um mercado que aquele desporto não tem, naquele momento, naquele operador. É a diferença que mais desconcerta quem chega do estrangeiro, onde qualquer mercado existe em qualquer momento.
Quando o resultado chega, o pagamento segue as condições do operador. Na Solverde.pt, assim que todos os eventos da aposta terminam, num máximo de 15 minutos. No Placard.pt, o levantamento é ordenado para a conta titular no prazo máximo de 48 horas, após comprovação de identidade e de titularidade. Entre os dois há uma diferença que não é de marketing: é de gestão de tesouraria pessoal.
Oito operadores lado a lado
A comparação abaixo é sobre os termos que cada operador publica. Não é um ranking, e estar nesta lista não é uma recomendação: existem outras marcas com licença do SRIJ que não estão aqui, e a ausência de uma marca não diz que seja ilegal. A diferença entre duas casas de apostas não está na licença — todas as oito a têm — mas no que cada uma escreve nos seus próprios termos.
| Operador | Entidade licenciada e número da licença | O que os termos da casa dizem sobre os pontos que interessam |
|---|---|---|
| LeBull | Southern Stingray, S.A. — licença n.º 027 | Apostas desportivas em futebol, ténis e basquetebol, com cotas e mercados atualizados em tempo real, numa app pensada para telemóvel; a app remete para a autoexclusão do SRIJ e recomenda definir limites de tempo e de valor |
| Casino Portugal | SFP Online S.A. — licença n.º 007 | Depósitos e levantamentos diretamente na aplicação, acesso aos principais eventos desportivos para apostar; aposta desportiva exige pelo menos 18 anos e conta registada |
| bwin | GOBET-Entretenimento, S.A. — licença n.º 002 | Transmissões em direto de jogos de futebol e eventos selecionados na app; depósitos por MBWay, Multibanco, PayPal, Visa, MasterCard e Apple Pay |
| ESC Online | Estoril Sol Digital, Online Gaming Products and Services, S.A. — licença n.º 008 | Boas-vindas com 1 aposta grátis de 10 € por cada 10 € depositados, até 10 (máximo 100 €); 10 € apostados a cotas de 2,00 ou superiores desbloqueiam uma aposta grátis, cujos ganhos são pagos em dinheiro real |
| Betano | Kaizen Gaming International Limited — licença n.º 018 | Oferta de boas-vindas multiproduto até 250 € em quatro etapas, da primeira (10 € de depósito dão 30 € para jogar) à quarta (aposta sem risco até 100 €) |
| Betclic | BEM Operations Limited — licença n.º 001 | Cash Out na app para iOS, modo FastBet com confirmação em três toques, Multiboost até +50 % em ganhos em múltiplas e Supersub pelo suplente do marcador |
| Placard.pt | SAS Apostas Sociais, Jogos e Apostas Online, S.A. — licença n.º 013 | Aposta mínima de 0,10 €, limites de depósito e levantamento não fixados para além dos do instrumento de pagamento, levantamentos em 48 horas para a conta titular |
| Solverde | Solverde – Sociedade de Investimentos Turísticos da Costa Verde, S.A. — licença n.º 024 | Aposta mínima de 0,10 €, sem limite máximo fixo, ganhos pagos até 15 minutos após o fim de todos os eventos e sem Cash Out |
Nenhuma das oito é «a» casa legal em Portugal. As oito são legal em Portugal, e há mais. O que a tabela separa são hábitos de produto, e não é pouco: uma casa que liquida em quinze minutos e outra que promete 48 horas não são a mesma promessa; uma que aceita MBWay e outra que só aceita cartão não cobram a mesma forma de paciência; uma que tem Cash Out e outra que não tem obrigam a estratégias de gestão diferentes em apostas múltiplas.
A licença é o igualizador, e só isso. O SRIJ exige que um operador não pode limitar ou condicionar a aposta de um jogador ou de um grupo (Orientação n.º 1/2017) — mas entre «não podes ser tratado pior do que os outros» e «és tratado como convém» há uma margem larga, e é nessa margem que a comparação se faz. Cada casa escreve os seus limites e publica-os; cada casa escolhe os seus mercados e os seus bónus; cada casa define o seu prazo de levantamento. É aí que o apostador decide, e só ele pode.
Como uma margem de 5 % aparece dentro de cada preço
Há um número que não está escrito em lado nenhum do ecrã do apostador e que é a verdadeira diferença entre as casas. Está dentro de cada cota, e calcula-se.
Imagine um mercado de dois resultados, ambas as partes com a cota 1,90. Não é um preço de nenhuma casa: é um exemplo,serve apenas para mostrar o mecanismo. Numa aposta justa, as duas probabilidades somariam 1 e o apostador receberia tudo o que pôs. O que acontece é que a casa reduz ligeiramente as duas probabilidades para conseguir pagar menos do que recolhe. O retorno ao jogador é o inverso da soma dos inversos das cotas: com 1,90 dos dois lados, o retorno é 1 ÷ (1/1,90 + 1/1,90) = 0,947, ou seja 94,7 %. A margem da casa é o que resta, 5,3 %.
Isto não é uma taxa que o operador «retira». É uma redução estrutural no preço. O apostador que aposta 10 € a 1,90 recebe 19 € se ganhar — e, no agregado, a casa devolve 94,7 % do que todos apostaram nesse mercado. Não há ninguém a quem se possa reclamar: o preço já é o preço. E a margem é diferente em cada mercado e diferente em cada casa. Uma casa pode ser mais fina no 1X2 de um jogo e mais grossa no total de golos do mesmo jogo, porque os dois mercados têm custos de precificação diferentes e a casa protege-se em cada um.
O que a margem determina é o quanto longamente o apostador precisa de ganhar para ficar empatado com o sistema. Numa margem de 5 %, a matemática exige que se ganhe cerca de 5,3 % acima do valor apostado só para cobrir a diferença — e isso é uma média estatística sobre muitas apostas, não uma promessa de que numa sessão se vai atingir. Numa margem de 14 % em uma múltipla de três pernas, o sistema já exige mais do dobro de retorno.
E há uma consequência que ninguém anuncia: a margem de um mercado é o custo do cash out, o custo de um mercado muito específico, o custo de uma aposta rápida em direto e o custo de uma aposta de sistema. Todos esses formatos são, na prática, formas de pagar a mesma estrutura com roupa diferente. Uma aposta de resultado exato não é cara porque é «especial», é cara porque tem uma margem estruturalmente maior do que o mercado simples ao lado. Reconhecer essa estrutura é o que separa quem entende de uma aposta de quem aceita um número.
O essencial: a regra que vale mais do que a cota
A comparação de operadores é útil na medida em que ajuda a distinguir hábitos de produto. Mas há uma diferença entre as oito casas que nenhuma tabela de mercados, bónus ou prazos captura: seis delas existe com uma licença portuguesa e duas não existem em Portugal de todo.
Todas as oito marcas aqui listadas têm licença do SRIJ para apostas desportivas à cota, e todas operam em domínio português. Isso é o que as separa de uma marca estrangeira que aparece na mesma pesquisa — e a diferença entre uma e outra não é de cota nem de bónus: é de existence de um mecanismo de proteção. Numa casa com licença, há verificação de identidade no registo, há ferramentas de limite obrigatórias, há autoexclusão com efeito legal, há um supervisor com poder de fechar o sítio e há um registo público de quem está autorizado. Numa casa sem licença, não há nada disso — e a autoexclusão que o jogador invoca ali não consta de lado nenhum.
bet365, Betway, Unibet, William Hill, 1xBet e 22bet não constam da lista de entidades licenciadas do SRIJ. Podem ser uma operação global, podem ter uma licença legítima noutro país, podem aparecer em qualquer motor de busca com resultados — e isso não os torna legais em Portugal. A encontrei num resultado de pesquisa não é o mesmo que estar autorizada a operar aqui.
Há ainda uma confusão que um novice tropeça com frequência e que a lei resolve com uma frase: o Placard da Santa Casa e o Placard.pt não são a mesma coisa. O Placard da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é o regime das apostas de base territorial em talões ou terminais, regulado pelo Decreto-Lei n.º 67/2015, e está fora do âmbito do RJO (art. 2.º n.º 2 h) e i)). O Placard.pt é um online licensee, com licença n.º 013, detido pela SAS Apostas Sociais — uma empresa diferente, sem bases de dados ou de odds partilhadas com a Santa Casa. Dizer «Placard» sem especificar qual é dizer uma coisa e o leitor ouvir outra.
Para quem chega com 18 anos recém-feitos e um orçamento modesto, o resumo é: escolha pela licença, escolha pela cota do mercado que vai jogar, e ignore tudo o resto até estar instalado. Uma vez dentro, a parte difícil não é a primeira aposta — é a decisão sobre quanto se pode perder e quando se para. É aí que o SRIJ ajuda e que o operador é obrigado a ajudar, e que a diferença entre uma casa e outra aparece com clareza.
Perguntas frequentes
Onde posso apostar numa casa com licença do SRIJ?
Apenas sobre modalidades, competições e eventos da lista que o SRIJ aprova. A lista é fechada e o serviço pode alterá-la. A versão de 9 de outubro de 2026 abrange cerca de trinta desportos e os Jogos Olímpicos, permite apostas simples e múltiplas, antes ou durante o jogo. Não inclui e-sports nem desportos virtuais. Formações e escalões abaixo do sénior estão fora por lei.
Como sei se uma casa de apostas tem licença do SRIJ?
Consulte a lista «Entidades licenciadas» do serviço, atualizada a 19 de outubro de 2026. No sítio, procure o logotipo do SRIJ e a referência da licença, que são obrigatórios por lei. Um endereço estrangeiro, mesmo com marca conhecida e licença válida noutro país, não é licença para Portugal.
Quanto paga uma aposta a partir do valor e da cota?
Numa aposta à cota, o prémio é o valor apostado multiplicado pela cota. Apostar 10 € a 1,85 devolve 19 € se a aposta ganhar, dos quais 9 € são lucro e 10 € são o valor devolvido. Se perder, devolve-se zero. Numa múltipla, as cotas de todas as pernas multiplicam-se e o resultado aplica-se ao valor total.
A margem da casa aparece nas cotas?
Não aparece escrita, mas está lá dentro. Numa aposta de dois resultados a 1,90, o retorno ao jogador é 94,7 % e a margem da casa é 5,3 %. A margem varia com o mercado e com a casa, e é maior nos mercados mais específicos e nas múltiplas, porque as cotas se multiplicam e a margem também.
Os ganhos das apostas desportivas pagam imposto?
Pelas regras tal como estão em outubro de 2026, os ganhos pagos por um operador com licença não são tributados nas mãos do jogador nem declaráveis — mas é uma informação veiculada pela imprensa e não confirmada numa página da Autoridade Tributária. Confirme com a Autoridade Tributária ou um contabilista. Para ganhos de sites sem licença, a posição não está estabelecida.
Que limites de depósito e de aposta existem numa casa com licença?
A lei não fixa tecto em euros para depósitos, apostas ou perdas — o que exige é que o operador ofereça um mecanismo. O plano de jogo responsável tem de permitir limites diários, semanais ou mensais, que valem apenas no operador onde foram definidos e contam para os créditos de bónus. O SRIJ e o operador publicam como é que se faz, e esse é o primeiro sítio a consultar antes de depositar.
Escrito pela equipe de «Guiacombinadas».
